por Prof. Dra Monica Borine SP
Dois problemas existem em relação a consciência
A consciência é um fenômeno pessoal e privado.
Não se presta a observação por uma 3º pessoa.
Damásio propõe um estudo de consciência na perspectiva interna e externa.
Ressonância retrata correelatos eletroencefálicos, mas não é a mente.
Ele propõe tratar cientificamente os fenômenos subjetivos e manifestações exteriores consciente.
Os estudos baseiam-se:
Os processos da mente consciência, baseiam-se em atividades cerebrais, temos em comum com os outros seres características biológicas semelhantes a organização, estrutura e temperatura do organismo.
Manifestações externas da consciência, comitente e previsíveis, são indentificáveis e mensuráveis.
Ex: - O estado desperto dos organismo.
No estado sono com sonhos - Anestesia e coma
Exemplos neurológicos de comprometimento da consciência central/núcleo da consciência? (questionamento sobre o termo empregado)
Tornamo-nos consciente quando internamente nosso organismo constrói e exibe um tipo especifico de conhecimento ser palavras – o conhecimento de que o novo organismo foi mudado por um objeto – a forma mais simples é o conhecimento de conhecer. O que possibilitou? Porque surge na forma de um sentimento?
Hipótese de Damásio: Ocorre quando os mecanismo cerebrais de representação gera um relato imagético, não verbal, de como o organismo é afetado por um objeto quando este processo realça a miragem do objeto destacando-o em um contexto espacial e temporal.
Dois mecanismo existem nesta hipótese:
Sentido do self:
O Sentindo do Self Central
A Primeira base para você consciente é um sentimenrto que surge (na re-representação) do próto-self inconsciente no processo de ser modificado dentro de um relato que estabelece a causa da modificação. O primeiro truque subjacente a consciência a criação deste relato, e o seu primeiro resultado é o sentimento de conhecer.
Conhecimento íntimo se torna uma união.
Independente da memória autobiográfica e do self autobiográfico ambos requerem o suprimento continuo da consciência central para que sejam úteis aos organismos que o possua.
Os conteúdos do self auto briográficos somente podem ser conhecidos quando ocorre uma nova construção do self central e dos conhecimentos para cada um dos conteúdos a serem conhecidos.
Montagem da consciência central
Para o neurologista Damásio ela é criada em pulsos cada um sendo desencadeado pelos objetos que interagimos ou evocamos.
A continuidade da consciência baseia-se na geração constante de pulsos de consciência que corresponde a interação de muitos objetos, cuja interação modifica o próto-self a continuidade da consciência provem do abundante fluxo de narrativas não verbais da consciência central.
As imagens do conhecimento
A relação entre a imagem das coisas e o corpo. O sentimento de conhecer é o começo da resposta.
Quando o cérebro de um organismo desperto adequadamente equipado gera a consciência central, o primeiro resultado é mais estado de vigília.
O segundo é a atenção mais focalizado no objeto causativo.
A imagem implícita no estado consciente é: eu preciso prestar atenção focalizada em x.
A consciência resulta no realce do estado de vigília e na focalização da atenção.
Vigília na focalização da atenção, o resultado geral pede um maior estado de alerta. O enfoque mais nítido gera um processamento de imagens de melhor qualidade, um sentimento de conhecer, e realce do objeto.
As imagens do conhecimento, auxiliadas pela memória e raciocínio formam a base para as enferências não verbais simples que reforçam o processo da consciência central.
A natureza não verbal da consciência central
A explicação da consciência baseada na linguagem é improvável.
A própria natureza da linguagem nega que ela tenha um papel primordial na consciência central.
A narrativa da alteração do proto-self pela interação com o objeto tem de ocorrer primeiro em sua forma não linguistica para que possa vir a ser traduzida por palavras apropriadas.
Segundo Damásio é improvável que a consciência central dependa dos caprichos da tradução verbal e do nível imprevisível de atenção focalizada que prestamos a esta tradução.
Se a consciência dependesse de traduções verbais para sua existência, provavelmente possuiríamos tipos variáveis de consciência, alguns dignos de confiança e outros não (o lado esquerdo do cérebro que não diz a realidade), teríamos lapsos de consciência.
O grau em que você presta atenção focalizada em um objeto realmente varia, mas seu nível de consciência geral não cai abaixo de um limiar quando você desvia a atenção de um objeto para focaliza-la em outro.
O limiar da consciência é atingido quando você acorda e depois disso a consciência permanece ligada até ser desligada quando você adormece.
Quando você fica sem palavras ou sentenças você não adormece apenas ouve e observa.
Na consciência ampliada isto é a auto biográfica é a consciência lingüística. Existem dois níveis superiores da consciência ampliada. Damásio diz que a consciência ampliada se alicerça na consciência central e que os seres humanos e outras espécies possuem ela a muito tempo.
A consciência central depende de uma imagem do ato de conhecer ininterruptamente gerada, expressa primeiramente como um sentimento de conhecer, relacionados a imagens mentais do objeto mental a ser conhecido, o sentimento de conhecer resulta de um realce das imagens do objeto e é acompanhado por este realce.
A hipótese de Damásio: a consciência central ocorre quando o cérebro forma um relato imagético não verbal de segundo ordem que retrata como o organismo é afetado de maneira causal pelo processamento de um objeto. Este relato imagético baseia-se em padrões neuronais de segunda ordem gerados a partir de estruturas capazes de receber sinais de outros mapas que representam o organismo (proto-self) e o objeto.
O sentido do self no ato de conhecer o objeto emerge em sua abrangência dos conteúdos do relato imagético e realce do objeto, presumivelmente na forma de um padrão em grande escala que combina ambos os componente de maneira coerente.
A consciência central é um processo de obter um padrão neuronal e mental que reúne, aproximadamente no mesmo instante, o padrão para o objeto, o padrão para o organismo e o padrão para relação entre ambos. Quase todo o cérebro na realidade é mobilizado no estado consciente.
O alicerce indispensável da consciência é a consciência central mas a sua glória é a consciência ampliada.
A consciência ampliada vai além do aqui e agora da consciência central em direção tanto ao passado quanto ao futuro. A consciência ampliada é tudo que a consciência central é, só que maior e melhor e só faz crescer com a evolução humana e com as experiências que cada individuo tem ao longo da vida.
O self a partir do qual esta imensa paisagem é vista é o conceito na acepção exata um self autobiográfico.
O self autobiográfico depende da reativação e da exibição consistentes de conjuntos selecionados de memórias autobiográficas. Na consciência central, o sentido do self surge no sentimento sutil e fugaz de conhecer, construído de novo a cada pulso.
Na consciência ampliada o sentido do self surge na exibição consistente e reiterada de algumas das nossas memórias pessoais, os objetos de nosso passado pessoal aqueles que podem dar substância a nossa identidade, momento a momento dando a nossa individualidade.
Na consciência ampliada as memórias autobiográficas são objetos. É uma preciosa conseqüência de duas contribuições capacitadoras:
Capacidade de aprender, guardar registros pré-estabelecidos, devido a consciência central.
Memória operacional é a capacidade de reativar registro de modo que como objetos eles possam gerar (um sentido no self no ato de conhecer) e assim ser conhecido.
A consciência ampliada emerge do desenvolvimento gradual de memórias de objetos da biografia pessoal.
Os componentes do self autobiográfico e do objeto que são banhados no sentimento de conhecer que surge na consciência central.
O self auto biográfico emergem nos seres com capacidade substancial de memória e raciocínio, mas não requer linguagem.
A consciência ampliada não é o mesmo que inteligência ela torna o organismo consciente da maior esfera possível de conhecimento a inteligência é a capacidade de manipular conhecimento com êxito as resposta inéditas possam ser planejadas e executadas.
A consciência ampliada é um pré-requisito da inteligência.
A consciência ampliada também é estabelecida pelo genoma, mas a cultura pode influenciar significativamente em cada individuo.
Distúrbio da consciência ampliada
O self esta sempre em mudança (William James) é o self central. James afirmou isso.
Ele não muda, mas é transitório, efêmero, precisa ser refeito, precisa renascer continuamente. O sentido do self que parece permanecer o mesmo é o self auto-biográfico, porque se baseia em um repertório de memórias.
Vantagem da consciência ampliada
Consciência ampliada permite o individuo atingir o ápice de suas capacidades mentais.
A sinalização neuronal inconsciente de um organismo gera o proto- self que possibilita o self central e é a consciência central que por sua vez possibilita o self auto-biográfico, o qual possobilita a consciência ampliada. A consciência ampliada possibilita a consciência moral.
Explicar mecanismo subjacentes a uma experiência e ter a experiência são coisas inteiramente diferentes.
Existe um abismo entre conhecimento e experiência que não podem ser transposto por meio cientifico.
A mente e a consciência são antes de mais nada, fenômenos privados, por mais que ajam sinais públicos de sua existência e que estejam disponíveis ao observador interessados.
A mente consciente e suas propriedades constitutivas são entidades reais, não ilusórias, e tem de ser investigadas como as experiências pessoais privadas e subjetivas que são.
A idéia de que as experiências subjetivas não possam ser cientificamente acessadas é absurdo.
Estas entidades requerem, como as objetivas, que um número suficiente de observadores façam observações rigorosas segundo uma mesma formulação experimental, que se verifique, a consistência das observações de cada um deles e que eles se prestem a algum tipo de mensuração.
Ademais o conhecimento obtido com base em observações subjetivas, por exemplo, percepções introspectivas, podem inspirar experimentos objetivos, e não menos importantes. Experiências subjetivas podem ser explicadas sobre a ótica do conhecimento cientifico disponível. A idéia de que a natureza das experiências subjetivas podem ser entendidas eficazmente mediante aos estudos de seus correlatos comportamentais é errada. Embora mente e comportamento sejam fenômenos biológicos, mente é mente, e comportamento é comportamento. Segundo Damásio a consciência permite a mente desenvolver as propriedades que tanto admiramos, mas ela não é a substância desta propriedade.
A consciência faz parte de um alicerce e não do ápice.
A consciência central os seres humanos compartilham com outras espécies de ação, emoção, e representação sensorial.
A consciência ampliada, ocorre em mentes dotadas de consciência central, mas apenas quando estas mentes podem contar com a memória superior, linguagem e inteligência e quando os organismo que constrói estas mentes interagem com meios sociais adequados.
A consciência é uma excelente porta de entrada para a civilização mas, não é a própria civilização.
Segundo Damásio a Consciência colocou as coisas em marcha, muitas espécies e muitos milhões de anos antes dos seres humanos começarem a construir concepções de sua própria natureza.
Apresentado no curso Cognição e ciclo vital.

Monica Borine é Doutoranda em Psicologia da Saúde e Avaliação em Saúde Mental. Tem Mestrado em Psicologia da Saúde em Neuropsicofisiologia pela USP/UMESP. É Psicóloga clínica a mais de 20 anos. Educadora, Pedagoga e docente. Pesquisadora da Consciência, corpo, emoção e cognição. Formada em Hipnose Clínica pelo Centro Oswaldo Cruz – USP, Psicoterapeuta Corporal, Psicoterapia Reichiana, Análise bioenergética. Pós graduada em Core Energetics pelo New York Institute, USA com Dr. John Pierrakos.
Fale com a Autor(a): contato@inic.com.br