por Prof. Dra Monica Borine SP
O nosso corpo é a nossa personalidade manifesta.
Ele não mente, ele é uma estrada real para o nosso inconsciente.
O corpo é a mente tornada manifesta, trabalhar o corpo é examinar a mente.
Nosso corpo pode tomar parte de um elaborado sistema de defesas, que a mente cria para proteger-nos das agruras da vida. Então começamos uma grande batalha.
O nosso caráter é a armadura e o nosso corpo é a primeira linha de defesa.
Tudo em nós origina-se no âmago profundo de nosso Ser.
Quando a integridade inata do corpo é interrompida, estamos banindo da consciência os impulsos que surgem em nossa pélvis, coração, braços, pernas, e resto do corpo.
Evitamos a raiva nos braços, evitamos os sentimentos sexuais nos órgãos genitais, evitamos o amor no coração e as sensações de vazio no estômago.
Usamos os nossos próprios músculos para erguer barreiras contra nosso fluxo energético dos sentimentos.
Temos medo de pedir pelas nossas necessidades porque temos medo de nossa fraqueza e vulnerabilidade. Porque temos medo de ser ferido. Temos medo de sofrer.
Assim, a vida começa-se a tornar vazia de significados, ocorre a depressão, confusão.
Temores nos impedem como é o caso da morte, a dor e a solidão.
Com isso reduzimos o nosso potencial criativo de expansão e de prazer e à medida que tentamos fugir deles, damos-lhes mais energia.
E a vida passa...
O maior trabalho está na expansão do Eu interno, o Eu que não é efêmero na nossa alma, a remoção dos limites auto impostos, as restrições baseadas em temores irracionais, preconceitos, tabus e fracassos do passado.
Ao buscarmos crescimento, ao penetrarmos cada vez mais em nossos sentimentos, ao procurar a fonte e o significado de nossas vidas, podemos encontrar um reservatório espiritual gigantesco, a verdadeira fonte de poder. O poder do espírito.
Somente quando somos capazes de integrar corpo-mente-emoções e a nossa essência, somos capazes de abrir um canal genuíno para receber a energia cósmica universal.
É necessário acalmar a mente, reavaliar em nós mesmos os nossos excessos de controle. É se tornar corajoso.
É sermos caçador de nós mesmos. É correr riscos e incorporar genuinamente as experiências.
Precisamos procurar abrir o coração para a Vida, somente assim poderemos dissolver todos os bloqueios e dificuldades da existência humana.

Monica Borine é Doutoranda em Psicologia da Saúde e Avaliação em Saúde Mental. Tem Mestrado em Psicologia da Saúde em Neuropsicofisiologia pela USP/UMESP. É Psicóloga clínica a mais de 20 anos. Educadora, Pedagoga e docente. Pesquisadora da Consciência, corpo, emoção e cognição. Formada em Hipnose Clínica pelo Centro Oswaldo Cruz – USP, Psicoterapeuta Corporal, Psicoterapia Reichiana, Análise bioenergética. Pós graduada em Core Energetics pelo New York Institute, USA com Dr. John Pierrakos.
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