por Prof. Dra Monica Borine SP
Quando o trabalho, preliminar esta feito e o amor se revela, deve-se dar à ele a intenção e a vontade de agir. O coração se abre e dissolve os bloqueios ao amor, o que gera o prazer da criação. Muitas pessoas temem não poderem suportar o amor. Uma voz interior diz: "Eu não mereço isso". Com medo o coração se fecha, porque, ao se abrir para o amor, abre-se também para a realidade, incluindo o medo da morte, ou o medo de perder o que mais se quer. Como temos medo de assumir a responsabilidade pela nossa vida, culpamos os outros pelo nosso ódio, pelo nosso medo ou pela nossa falta de amor e realização. Assim, precisamos odiar os outros.
Pode se explorar este ódio e esse medo de amar sendo honesto conosco. Podemos chegar a nossa essência de amor somente depois de penetrar e atravessar o nosso nível de ódio e negatividades.
Na meditação, podemos perguntar: "Onde e como eu me odeio? Quais as minhas características que parecem merecer este ódio? Como eu projeto nos outros, este meu ódio? Qual é a fonte deste ódio? E como este ódio contem amor?". Então podemos investigar como nós nos amamos e amamos a nossa mente, o nosso corpo, as nossas emoções e o nosso espírito. Porque, como sabemos, há apenas uma força no universo que dividimos com a nossa consciência. Depois de compreendermos profundamente onde, como e porque odiamos, podemos descobrir a força do amor que separamos, por assim dizer, da corrente principal.
Assim, o amor é uma força que pulsa, biológica e energeticamente. É como um forno que emite raios de calor. O amor não pede nada, apenas emite e penetra.
Amamos o nosso irmão e nossa irmã, não porque precisamos deles ou porque nos vão dar alguma coisa, mas apenas porque os amamos. Em sua essência, o amor é um estado de existência - física, mental, emocional e espiritual.
A pessoa que pode emitir esta tremenda força do amor torna-se muito inteligente. Consegue ser paciente, esperar e escolher. A pessoa que ama não é rebelde, mas aceita o coração. O coração é feito de duas curvas que se juntam e se fundem. Ele não se compõe de duas forças contrarias que se auto-anulam. O coração é a "jóia flamejante da vida" disse Dr. John Pierrakos, que tem belas cores; ele emana ondas e inunda o ser humano de mensagens. É, com efeito, o estado de criação. É o fogo sagrado que pulsa em todas as criaturas e que aquece o Universo.
Este artigo foi elaborado com os ensinamentos do Dr. John C. Pierrakos
Core Energetics para Jornal "O Atibaiense" – 2000.

Monica Borine é Doutoranda em Psicologia da Saúde e Avaliação em Saúde Mental. Tem Mestrado em Psicologia da Saúde em Neuropsicofisiologia pela USP/UMESP. É Psicóloga clínica a mais de 20 anos. Educadora, Pedagoga e docente. Pesquisadora da Consciência, corpo, emoção e cognição. Formada em Hipnose Clínica pelo Centro Oswaldo Cruz – USP, Psicoterapeuta Corporal, Psicoterapia Reichiana, Análise bioenergética. Pós graduada em Core Energetics pelo New York Institute, USA com Dr. John Pierrakos.
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